Karl

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In Uncategorized on August 6, 2013 at 4:54 am

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UM JARDIM INCOMPREENDIDO E SEM APOIO

In Uncategorized on December 12, 2011 at 1:33 am

Por Antonio Costa

 

As bancadas do AxA em Braga estão cada vez mais insuportáveis. Há sempre dois motivos para insultar o treinador: “por tudo” e “por nada”. A imbecilidade abunda por aquelas bandas.

Sei que o futebol é mais paixão do que razão, mas há limites para tudo. Para algumas pessoas os jogos deveriam realizar-se sempre na parte da manhã, altura em que as cabeças estão mais limpas. À noite começa a ser problemático.

O treinador Leonardo Jardim veio para Braga com uma missão complicada, uma vez que herdava uma equipa de sucesso quando foi treinada por Domingos Paciência que na sua primeira época levou os braguistas a acreditar até ao fim que era possível ser campeão nacional, mesmo com todos os “túneis” em que o SLB se metia e onde os outros eram castigados. Faltou “um bocadinho assim” para ser campeão, naquela que foi a melhor época de sempre no campeonato traduzida na melhor classificação de sempre.

Os Gverreiros do Minho eram vice-campeões e fariam história a seguir ao chegar com toda a classe do mundo à fase de grupos da Liga dos Campeões, cujo carimbo foi obtido em pleno “Sanchez Pijuan” naquele épico Sevilha 3 vs  S.C.Braga 4. A estreia na fase de grupos da Liga dos Campeões foi motivo de chacota nos primeiros dois jogos, quer por parte de quem já tinha lá estado, quer por quem nunca lá chegará. O grupo de Domingos Paciência faria um total de 9 pontos, pontuação que em várias situações garante o sucesso, disputando mesmo assim o apuramento na Ucrânia no último jogo.

A caminhada europeia dos Gverreiros do Minho far-se-ia a seguir na Liga Europa, onde tombaram vários gigantes do futebol europeu, como Dínamo de Kiev. Liverpool ou Benfica, numa demonstração de força coletiva que espantou o mundo desportivo. De eliminatória em eliminatória o Braga chegou, impensavelmente, à final da Liga Europa em Dublin, numa final lusitana contra o F.C.Porto, que tinha ganho tudo que valia a pena ganhar a nível interno. Assisti ao vivo a uma final europeia bem disputada e que ficou decidida em dois erros individuais, um defensivo que seria fatal por parte de Rodriguez e outro ofensivo que se tornou irrecuperável por parte de Mossoró. Era o fim de um sonho do tamanho do mundo para os braguistas. O S.C.Braga tornava-se vice-campeão da Liga Europa, apesar de a nível interno as coisas terem sido piores do que se expectava.

Com o fim do jogo de Dublin chegava a certeza de que mais de metade da equipa e o “general“ Domingos Paciência que a comandara iam embora.

Chegava a hora de entrar Leonardo Jardim para refazer a equipa com um conjunto alargado de contratações. Desde a baliza até Hugo Viana era tudo novo. Ao treinador exigia-se que reconstruísse uma equipa ao mesmo tempo que tinha que ganhar. O tempo era o inimigo deste árduo trabalho do novo técnico e a competição começava prematuramente com a exigência de um apuramento para a fase de grupos da Liga Europa frente aos suíços do Young Boys. O Braga passaria à fase de grupos como era exigido, traduzindo nesse apuramento a sua superioridade na eliminatória.

A nível interno o Braga entrou com um “empate amarelo” em Vila do Conde frente ao Rio Ave. Porém o percurso na Liga da equipa traduz-se até ao momento num percurso normal, com a equipa a subir seis pontos em relação à época passada. A nível europeu o Braga apurou-se na penúltima jornada, apesar de algum azar ter impedido a equipa de conseguir o pleno nas primeiras cinco jornadas da fase de grupos. Uma goleada por 5-1 frente ao Maribor fazia igualar o maior número de golos num jogo europeu, o que tinha acontecido frente a uma fraca equipa de Malta há muitos anos atrás.

O sorteio da taça de Portugal foi pouco amigo e na segunda entrada em prova, depois de ter ganho inequivocamente em Sintra ao 1º de Dezembro, o Braga deslocava-se novamente a casa de um dos chamados grandes. Chegava uma eliminação prematura e injusta frente ao Sporting, face ao bom jogo realizado pelos Gverreiros do Minho em pleno estádio de Alvalade, num jogo em que o árbitro ajudou bastante no resultado final.

Até este momento o Braga conseguiu marcar 5 golos por duas vezes, algo que o anterior treinador tinha conseguido apenas uma vez em duas épocas. Globalmente o treinador tem conseguido reconstruir a equipa como lhe era exigido, apesar do elevado número de lesionados de longa duração existentes no plantel. A defesa que havia sido refeita no início da época tinha de ser novamente remodelada.  Azar a mais para uma equipa só que estava em fase de reconstrução. Em simultâneo o S.C.Braga está de momento numa classificação superior à do período homólogo da época passada, fruto de mais 6 pontos conquistados.

Ora perante este percurso uma parte das bancadas do AxA em vez de apoiar o grupo de trabalho e o seu comandante passam o tempo a assobiar e a insultar tudo e todos, numa demonstração inequívoca de que a imbecilidade não tem lugar para se alojar. Leonardo Jardim é um treinador incompreendido e sem o apoio que seria normal existir numa equipa que segue numa posição entre os quatro primeiros lugares como fora definido como um dos objetivos da época. Outros dois objetivos europeus foram conquistados, através do apuramento para a fase de grupos e do posterior apuramento para os dezasseis/avos de final da competição.

Diversas vezes acusei os adeptos de um clube rival de serem arrogantes e extremistas, e não é que agora muitos adeptos do meu clube, que se dizem braguistas, revelam em permanência comportamentos desviantes que em nada dignificam o clube nem a equipa que o representa.

Espero sinceramente que Leonardo Jardim responda com resultados positivos à imbecilidade de que tem sido alvo por parte de uma franja daqueles que deveriam ser os adeptos do Braga e não os seus principais inimigos. Por mim Leonardo Jardim, e a sua equipa técnica, tem todo o apoio possível e torço claramente para que a sua passagem por Braga seja coroada por sucessos desportivos. As vozes discordantes e críticas calar-se-ão um dia qualquer, abafadas pelos resultados apresentados pelos Gverreiros do Minho.

 

Treinador de bancada…

In Uncategorized on October 27, 2011 at 10:16 am

Alguma vez gritou, esperneou, pontapeou o ar, puxou os cabelos não acreditando naquilo que estava a acontecer? Porque será que determinado jogador ficou em campo quando devia ter sido substituído? Um jogador cuja nossa avó ainda se mexe mais do que ele. Porque é que aquele jogador está a jogar naquela posição e não o outro? Mas que substituição foi aquela?! Já alguma vez comentou com o vizinho de cadeira que não entendeu a opção táctica do treinador para o jogo? Ou fez aquele comentário que não dignifica em nada o treinador… nem os jogadores que falharam o passe. Ou que cometem sempre os mesmos erros. Ou ainda se pergunta porque é que os cantos são sempre marcados da mesma maneira ou os livres… e que os jogadores já deviam saber que quando marcam um golo não podem tirar a camisola e com essa atitude levar o inevitável cartão amarelo. Já alguma vez se levantou no ar e gritou para dentro do campo, como se o jogador o fosse realmente ouvir, que ele não pode continuamente jogar para trás – sim! porque a baliza está lá na frente e nós queremos é ver golos… Ai que nos irrita tanto quando um jogador “brinca” constantemente à frente da área. Ou quando o guarda-redes não consegue colocar a bola naquele jogador. Bolas! Não é isto o trabalho deles? O que eles fazem todos os dias?

Mas se o leitor vive intensamente um jogo e tem os pensamentos acima descritos, informo-o que o leitor é o verdadeiro treinador de bancada!

Ser treinador (o real, o verdadeiro) não é fácil!

A outro nível, também eu fui treinador. Ser treinador exige um trabalho exaustivo no estudo das equipas adversárias. Entender como jogam, conhecer todos os jogadores, as suas posições, as suas “manhas”. A dificuldade começa logo na escolha da equipa. Escolher uma equipa nunca é fácil. Aliás, é mesmo difícil deixar toda a gente contente. E há que gerir as frustrações daqueles que não são opção. E saber quem está efectivamente em forma. Ou se as lesões aconselham o descanso quando um jogador quer mesmo jogar para conseguir o lugar na equipa. Ou quais as opções tácticas para se jogar com determinada equipa. Ou as posições dos jogadores e as movimentações dentro de campo. Nas bancadas superiores do estádio temos uma visão muito mais clara da disposição dos jogadores em campo. É quase como um jogo de xadrez. Visto do alto, o jogo parece completamente diferente daquilo a que normalmente estamos habituados a ver. Mas não conseguia imaginar-me ver futebol na bancada de cima jogo após jogo para tentar perceber esta dança de jogadores.

Bem, da próxima vez que insultar um treinador, ou pedir a cabeça do mesmo porque ele eventualmente não percebe nada disto – até porque o leitor, dito “treinador de bancada” percebe muito mais – lembre-se que de facto não há escolhas simples. As decisões de optar por um jogador em detrimento de outro para iniciar a partida, as substituições que faz ou que não faz, nunca são decisões fáceis. Há muitos factores que condicionam e influenciam as escolhas do treinador, mesmo aqueles que, como adeptos, nunca chegaremos a saber. Mas o treinador é quem tem a decisão final de escolher os menos e os mais apreciados pelos adeptos (se bem que não é este factor que pesa na sua decisão!), ou pelos “treinadores de bancada”, e como “cada cabeça sua sentença”, vamos andar a falar bem ou a falar mal do treinador durante sete dias até ao próximo jogo. Nunca é fácil.

E se por acaso for daqueles que gosta de apostar, aposte sempre no enorme Sporting Clube de Braga!


									
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